Eu não gosto do Futebol (parte 2)
Anteriormente, em "Eu não gosto do Futebol (parte 1)" eu havia dito que talvez Émile Durkheim poderia responder.
Bem, talvez ele pudesse dar uma boa explicação, mas foi um professor de psicologia quem me deu a resposta, meses atrás.
Você sabe como surgiu o Futebol?
Antigamente, nas guerras, os soldados, após degolarem seus adversários, levavam as cabeças como troféus.
Quando aqueles soldados voltavam das batalhas, ao chegarem em suas cidades, entravam chutando as tais cabeças, como forma de alegria, comemoração e festejavam a vitória.
Eis a resposta para a brutalidade, o ódio sanguinário.
O futebol nasce aí, dois adversários, uma "bola", o ódio, a rivalidade.
Não te contaram essa história, não é mesmo?
Normal, a história é, por vezes, romantizada, infelizmente.
Meses atrás, levei meu sobrinho para assistir a uma partida no Estádio do Mangueirão. Era o famoso (Re x Pa). Pela primeira vez, estava eu ali, assistindo a uma disputa de futebol.
Sabe o que eu vi e ouvi?
Uma multidão, esbravejando palavrões, gestos obscenos, uma rivalidade irracional, uma baixaria vergonhosa, um ódio sem lógica.
Bem próximo, avistei uma criança ao lado de seu pai, era um menininho, devia ter seus 3 ou 4 anos, esse menininho gritava: - Filha da p! Seu pai achava graça, e se enchia de orgulho de seu pequeno filho torcedor.
Que tristeza, não?
Ali, não é lugar para crianças. Ali, não é lugar para mulheres.
Uma parte da resposta para a causa das muitas violências, nos lares, nas escolas, nas ruas, no trânsito, está aí:
Uma cultura de violência, de desrespeito ao próximo, passada de geração a geração.











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